Reforma Tributária: Como Será a Tributação de Combustíveis?

Combustíveis terão incidência de IBS e CBS com alíquotas específicas.

Por meio da Portaria Conjunta MF/CGIBS 14/2026 foi aprovada a metodologia para calcular as alíquotas do IBS e da CBS incidentes sobre combustíveis, conforme o regime específico previsto na Reforma Tributária.

CBS: terá alíquotas por unidade de medida a partir de 2027.

IBS: será aplicado nesse modelo a partir de 2029, com implantação gradual até 2033.

As alíquotas serão uniformes em todo o território nacional e diferenciadas conforme o combustível.

O cálculo considerará a carga tributária atual, volume comercializado, IPCA e PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final).

Biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão terão tributação inferior à dos combustíveis fósseis, preservando seu diferencial competitivo.

Impacto para empresas: produtores, importadores, distribuidores e demais participantes da cadeia de combustíveis deverão acompanhar a definição das alíquotas e adaptar seus sistemas fiscais à nova sistemática.

Veja também: CBS: Divulgadas as Alíquotas Para Combustíveis a Partir de Janeiro de 2027

CNPJ Para Pessoa Física Obriga-a a “Virar Empresa” a Partir de 2027?

Circulam informações na internet que, a partir de 01.01.2027, por força da reforma tributária, “o autônomo terá que abrir CNPJ”.

Porém isso não significa que todo profissional liberal terá que “virar uma empresa”.

A regra está sendo criada principalmente para permitir a identificação fiscal da pessoa física que for contribuinte do IBS/CBS e estiver obrigada à emissão de documento fiscal.

Exemplo: advogado que trabalha como pessoa física

Imagine: João Justo, advogado, CPF próprio, sem sociedade de advocacia, presta serviços jurídicos diretamente a clientes.

Hoje ele pode atuar como pessoa física e, conforme as regras municipais, emitir sua nota fiscal de serviço utilizando seu CPF/inscrição municipal.

A partir de 1º de janeiro de 2027, a reforma tributária cria uma nova sistemática.

A inscrição no CNPJ para pessoas físicas que sejam contribuintes ou responsáveis pela CBS e a emissão dos documentos fiscais correspondentes passam a ser obrigatórias a partir de 01.01.2027.

Mas atenção: esse CNPJ não transforma João Justo em pessoa jurídica.

A Receita Federal informou que está sendo desenvolvida uma forma simplificada de inscrição, semelhante ao modelo utilizado para o MEI, justamente para que a pessoa física possa ser identificada nos sistemas do IBS/CBS.

A própria regulamentação deixa claro que a inscrição da pessoa física no CNPJ é uma identificação cadastral para a finalidade tributária, não uma transformação automática em pessoa jurídica.

E o Nanoempreendedor que fatura até R$ 40,5 mil/ano?

É preciso ter cuidado com esse ponto porque muita matéria jornalística está simplificando excessivamente a regra.

O valor de aproximadamente R$ 40,5 mil por ano (limite para isenção como contribuinte de IBS e CBS para as pessoas físicas) aparece nas explicações divulgadas sobre determinadas pessoas físicas que poderão ser alcançadas pela condição de contribuinte.

Mas não se deve interpretar isso como “todo profissional liberal que receber mais de R$ 40,5 mil será automaticamente obrigado a abrir uma empresa”.

A obrigação está relacionada à condição de contribuinte do IBS/CBS e às hipóteses legais de incidência, além das regras específicas da atividade.

Resumindo: a partir de 2027, o CNPJ não é necessariamente uma “empresa”. É uma nova identificação cadastral que permitirá à Receita e ao CGIBS controlar a atividade econômica da pessoa física para fins do novo sistema de tributação sobre o consumo.

E isso é particularmente relevante para advogados, médicos, engenheiros, contadores, arquitetos, consultores e outros profissionais liberais que trabalham diretamente como pessoa física.

Ei! Pare de seguir palpiteiros! Conheça detalhadamente os tópicos comentados da Reforma Tributária no Guia Tributário Online.

DeRE – Declaração dos Regimes Específicos – Publicada Nova Versão do Manual

Em 02.10.2026 foi publicada nova versão do Manual da DeRE – Declaração dos Regimes Específicos.

A DeRE é uma obrigação acessória mensal criada pela reforma tributária, voltada à apuração e declaração de tributos da reforma tributária, como CBS e IBS, para fornecimentos enquadrados em regimes específicos.

O público-alvo pode ser segmentado em duas categorias principais:

a) Os contribuintes que operam nos seguintes regimes específicos:

  • Serviços Financeiros,
  • Planos de Assistência à Saúde, e
  • Concursos de Prognósticos; e

b) Os desenvolvedores e equipes de tecnologia da informação (TI).

Clique aqui para baixar o Manual da DeRE – versão 1.3.0

Cooperativas: IBS e CBS – Regime Específico – Prazo de Opção Encerra-se em 31/Out

As sociedades cooperativas devem ficar atentas ao prazo de 31 de outubro de 2026 para formalizar a opção pelo regime específico de tributação do IBS e da CBS, previsto na regulamentação da Reforma Tributária.

Regime específico para cooperativas

A legislação da Reforma Tributária estabelece tratamento tributário próprio para as cooperativas, considerando suas características e a natureza das operações realizadas entre a cooperativa e seus cooperados. Confira no Guia Tributário:

IBS E CBS – SOCIEDADES COOPERATIVAS

A opção pelo regime específico deve ser analisada pela cooperativa considerando sua atividade, estrutura operacional e os efeitos tributários decorrentes da escolha.

Entre os pontos que merecem atenção estão:

  • operações realizadas entre a cooperativa e seus cooperados;
  • apropriação e transferência de créditos de IBS e CBS;
  • operações com terceiros;
  • tratamento das receitas e operações próprias do sistema cooperativo;
  • impacto da opção na formação dos preços e na apuração dos tributos.

Prazo de opção

O prazo para que as sociedades cooperativas façam a opção pelo regime específico termina em 31 de outubro de 2026.

Atenção para 2027

A decisão tomada em 2026 é relevante porque a CBS e o IBS entrarão progressivamente no novo sistema tributário, com alterações na forma de emissão dos documentos fiscais, apuração de tributos e aproveitamento de créditos.

Assim, administradores, contadores e profissionais responsáveis pela área fiscal das cooperativas devem acompanhar a regulamentação e verificar os procedimentos necessários para formalizar a opção dentro do prazo.

Veja também, no Guia Tributário Online:

IBS E CBS – SOCIEDADES COOPERATIVAS

IBS E CBS – ALÍQUOTA ZERO

IBS e CBS – Divulgado Manual de Orientação – Opção Pelo Regime Específico das Cooperativas

A RFB publicou manual de orientação sobre os procedimentos para formalização da opção pelo regime específico do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) pelas sociedades cooperativas.

No regime específico, as alíquotas dos citados tributos ficam reduzidas a zero nas operações expressamente previstas na legislação vigente.

Acesse aqui o manual de orientação

Veja também, no Guia Tributário Online:

IBS E CBS – SOCIEDADES COOPERATIVAS

IBS E CBS – ALÍQUOTA ZERO