Como Definir o Código cClassTrib de Cada Produto ou Serviço

O cClassTrib (Código de Classificação Tributária do IBS e da CBS) é utilizado para indicar o tratamento tributário aplicável a cada item da operação, conforme a legislação da Reforma Tributária.

A classificação deve considerar não apenas o produto ou serviço, mas também a natureza da operação e o fundamento legal que determina sua tributação.

O código é informado junto com o CST-IBS/CBS nos documentos fiscais eletrônicos aplicáveis.

Como classificar corretamente

1. Identifique o produto ou serviço

Para mercadorias, confira a descrição comercial e a NCM. Para serviços, identifique a atividade efetivamente executada e, quando aplicável, a NBS.

2. Determine a regra tributária

Verifique se a operação está sujeita à tributação integral, redução de alíquota, isenção, imunidade, diferimento ou outro tratamento previsto na legislação.

3. Consulte a tabela oficial do cClassTrib

Localize o código cuja descrição e fundamentação legal correspondam à operação. Confira os indicadores de utilização e a vigência do código.

4. Valide o CST e o cClassTrib em conjunto

Os três primeiros dígitos do cClassTrib correspondem ao CST-IBS/CBS. A combinação precisa ser compatível com o tratamento tributário aplicável.

A tabela oficial pode ser consultada no Portal Nacional da NF-e — Documentos e tabelas, na seção “Diversos”, procurando por “Tabela de Código de Classificação Tributária do IBS e CBS”. Confira sempre a versão vigente.

Importante: não existe um único cClassTrib correto para todas as vendas de uma empresa. Itens semelhantes podem exigir classificações diferentes conforme a operação, a destinação e as regras legais aplicáveis.~

Confuso com a Reforma Tributária? Acesse os tópicos do Guia Tributário Online!

CNPJ Para Pessoa Física Obriga-a a “Virar Empresa” a Partir de 2027?

Circulam informações na internet que, a partir de 01.01.2027, por força da reforma tributária, “o autônomo terá que abrir CNPJ”.

Porém isso não significa que todo profissional liberal terá que “virar uma empresa”.

A regra está sendo criada principalmente para permitir a identificação fiscal da pessoa física que for contribuinte do IBS/CBS e estiver obrigada à emissão de documento fiscal.

Exemplo: advogado que trabalha como pessoa física

Imagine: João Justo, advogado, CPF próprio, sem sociedade de advocacia, presta serviços jurídicos diretamente a clientes.

Hoje ele pode atuar como pessoa física e, conforme as regras municipais, emitir sua nota fiscal de serviço utilizando seu CPF/inscrição municipal.

A partir de 1º de janeiro de 2027, a reforma tributária cria uma nova sistemática.

A inscrição no CNPJ para pessoas físicas que sejam contribuintes ou responsáveis pela CBS e a emissão dos documentos fiscais correspondentes passam a ser obrigatórias a partir de 01.01.2027.

Mas atenção: esse CNPJ não transforma João Justo em pessoa jurídica.

A Receita Federal informou que está sendo desenvolvida uma forma simplificada de inscrição, semelhante ao modelo utilizado para o MEI, justamente para que a pessoa física possa ser identificada nos sistemas do IBS/CBS.

A própria regulamentação deixa claro que a inscrição da pessoa física no CNPJ é uma identificação cadastral para a finalidade tributária, não uma transformação automática em pessoa jurídica.

E o Nanoempreendedor que fatura até R$ 40,5 mil/ano?

É preciso ter cuidado com esse ponto porque muita matéria jornalística está simplificando excessivamente a regra.

O valor de aproximadamente R$ 40,5 mil por ano (limite para isenção como contribuinte de IBS e CBS para as pessoas físicas) aparece nas explicações divulgadas sobre determinadas pessoas físicas que poderão ser alcançadas pela condição de contribuinte.

Mas não se deve interpretar isso como “todo profissional liberal que receber mais de R$ 40,5 mil será automaticamente obrigado a abrir uma empresa”.

A obrigação está relacionada à condição de contribuinte do IBS/CBS e às hipóteses legais de incidência, além das regras específicas da atividade.

Resumindo: a partir de 2027, o CNPJ não é necessariamente uma “empresa”. É uma nova identificação cadastral que permitirá à Receita e ao CGIBS controlar a atividade econômica da pessoa física para fins do novo sistema de tributação sobre o consumo.

E isso é particularmente relevante para advogados, médicos, engenheiros, contadores, arquitetos, consultores e outros profissionais liberais que trabalham diretamente como pessoa física.

Ei! Pare de seguir palpiteiros! Conheça detalhadamente os tópicos comentados da Reforma Tributária no Guia Tributário Online.

MEI: Prazo de Opção Permanece em Janeiro

A Receita Federal esclareceu que o prazo para opção pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei) permanece no mês de janeiro.

O esclarecimento foi feito diante de relatos de que, durante o mês de setembro, empresas tentando realizar a opção pelo Simei.

É importante destacar que a alteração do período de opção para 2027 refere-se ao Simples Nacional, e não ao Simei.

Opção pelo Simples Nacional em 2027

Os contribuintes que deixaram de ser optantes pelo Simples Nacional ou que possuem registro de exclusão futura do regime, e que pretendem ingressar ou permanecer no Simples Nacional em 2027, poderão solicitar a opção até 15 de Outubro de 2026 (novo prazo determinado pela Resolução CGSN 194/2026)

Opção pelo Simei

Para o Microempreendedor Individual (MEI), a opção pelo Simei deverá ser solicitada em janeiro de 2027, desde que sejam atendidos os requisitos exigidos para o enquadramento no regime.

Portanto, não se aplica o novo período excepcional de adesão, pois este está relacionado exclusivamente à opção pelo Simples Nacional para o ano de 2027.

Fonte: informações no site RFB – 26.09.2026 (ajustado)

Veja também, no Guia Tributário Online:

Microempreendedor Individual – MEI

Simples Nacional – Regras – Tributos – Impedimentos

Simples Nacional – Opção pelo Regime

IBS e CBS – Divulgado Manual de Orientação – Opção Pelo Regime Específico das Cooperativas

A RFB publicou manual de orientação sobre os procedimentos para formalização da opção pelo regime específico do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) pelas sociedades cooperativas.

No regime específico, as alíquotas dos citados tributos ficam reduzidas a zero nas operações expressamente previstas na legislação vigente.

Acesse aqui o manual de orientação

Veja também, no Guia Tributário Online:

IBS E CBS – SOCIEDADES COOPERATIVAS

IBS E CBS – ALÍQUOTA ZERO

EFD-Reinf: Como Informar Lucros e Dividendos Distribuídos?

Os rendimentos relativos a lucros e dividendos, quando isentos de retenção de imposto incidente sobre a renda, devem ser informados na EFD-Reinf. Também devem ser informados os montantes sujeitos à tributação.

O prazo de apresentação das referidas informações fica prorrogado para até o dia 15 (quinze) do segundo mês subsequente ao trimestre correspondente.

O prazo referido será postergado para o primeiro dia útil subsequente ao dia 15 (quinze), quando este cair em dia não útil para fins fiscais. 

A partir de 2026, as empresas deverão informar tais pagamentos no evento R-4010, utilizando a natureza de rendimento 12001 (Lucro e Dividendo).

A principal mudança está na necessidade de separar os lucros apurados e aprovados até 31 de dezembro de 2025, que permanecem protegidos pela regra de transição, daqueles apurados a partir de 1º de janeiro de 2026, sujeitos às novas regras. 

Os lucros abrangidos pela transição devem ser informados com o tipo de isenção 12, enquanto os lucros posteriores não utilizam essa classificação.

Mesmo quando houver pagamento de valores de ambos os períodos no mesmo mês, a empresa deverá comprovar a origem de cada parcela. Para isso, será fundamental manter atas societárias, escrituração contábil, controles internos e documentação que permitam rastrear os valores distribuídos.

Através das análises das atas de distribuição de lucros, deve-se separar contabilmente os saldos de 2025 e 2026, ajustar a parametrização da EFD-Reinf e manter controles individualizados por sócio ou acionista, distinguindo cada montante envolvido (tributado e não tributado).

Veja também, no Guia Tributário Online:

IRF – Lucros ou Dividendos Distribuídos a Partir de 2026 – Lei 15.270/2025